Tamanduá ‘se exibe’ escalando árvore após ser resgatado em bairro residencial; VÍDEO


Como não estava machucado, o animal foi solto na mata ciliar às margens do Rio Santo Anastácio, entre Presidente Prudente (SP) e Pirapozinho (SP), na tarde desta quarta-feira (22). Tamanduá-mirim é resgatado em bairro residencial e devolvido à natureza, em Presidente Prudente (SP)
Polícia Militar Ambiental
Um tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla) foi resgatado e devolvido à natureza pela Polícia Militar Ambiental na tarde desta quarta-feira (22) (veja o vídeo abaixo).
Ele apareceu no Residencial Santo Expedito, em Presidente Prudente (SP), e foi capturado pela equipe do Corpo de Bombeiros, que o encaminhou até a sede da Polícia Ambiental.
Como o animal não estava machucado, foi solto na mata ciliar às margens do Rio Santo Anastácio, entre os municípios de Presidente Prudente e Pirapozinho (SP).
Polícia Ambiental resgata tamanduá-mirim e o devolve à natureza
Ao g1, o cabo Evandro Sanches Torquato, da 3ª Companhia da Polícia Ambiental, que participou da soltura do tamanduá-mirim, ressaltou a importância de devolver o animal ao seu habitat natural.
“É uma sensação de dever cumprido, pois estou ajudando um animal silvestre a voltar para o seu lugar, de onde não deveria ter saído. Ele rapidamente se ambientou e já foi para o local onde se sentiu mais seguro no momento. Em seguida, vai à procura de seus semelhantes e achará um local para ficar”, enfatizou.
‘Tamanduá-de-colete’
O tamanduá-mirim mede entre 87 e 110 cm e pode pesar até sete quilos, de acordo com a Polícia Ambiental. Com uma cauda preênsil, tem coloração predominantemente amarelada, com duas manchas pretas que se estendem dos ombros até a região posterior do corpo, que o fazem ser conhecido como tamanduá-de-colete em algumas regiões do país.
A cabeça tem um focinho alongado e uma língua longa e protrátil. Ainda possui quatro dedos nos membros anteriores, com garras longas em três destes, e cinco dedos nos posteriores, com garras curtas em cada.
Ele é encontrado em todo o Brasil, junto ao tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) e ao tamanduaí (Cyclopes didactylus), mas pode ser localizado também em outros países, como Colômbia, Venezuela, Guiana, Suriname, Guiana Francesa, Equador, Peru, Bolívia, Paraguai, Uruguai e Argentina.
Tamanduá-mirim é resgatado em bairro residencial e devolvido à natureza, em Presidente Prudente (SP)
Polícia Militar Ambiental
Seu habitat é a Floresta Amazônica, Mata Atlântica, Caatinga e savanas, como o Cerrado, e assim como todos os tamanduás, não possui dentes, se alimentando principalmente de cupins, formigas, abelhas e mel.
A gestação do tamanduá-mirim dura em torno de 160 dias, nascendo um filhote por vez. Além disso, costuma repousar em tocas durante as horas mais quentes do dia.
Quando se sente ameaçado, fica em posição ereta, apoiado sobre os membros posteriores e a cauda, deixando as garras das patas anteriores livres para golpear qualquer atacante.
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