Sindifranca reage a veto de Lula à desoneração da folha: ‘Derrota para a indústria calçadista’


Segundo José Carlos Brigagão do Couto, presidente do sindicato, medida traz mais dificuldade a setor. Mulheres na produção de calçados em indústria de Franca, SP
Jefferson Severiano Neves/EPTV
O Sindicato da Indústria de Calçados de Franca (Sindifranca) reagiu, nesta sexta-feira (24), ao veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à prorrogação da desoneração da folha de pagamento.
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Para José Carlos Brigagão do Couto, presidente do Sindifranca, a medida é vista como uma derrota para a indústria calçadista não só na região de Franca (SP), mas também no Brasil.
“Esse veto se soma às outras dificuldades que nós estamos tendo, vem trazer mais problema para o setor, atrapalhando nossa competitividade. O setor hoje está sem pedido, houve demissões, fábrica dando férias. Nunca na história de Franca aconteceu um fato desse, de estar sem pedido no final do ano. A gente devia estar fazendo hora extra para entregar pedidos para o Natal, aí vem uma bomba”.
José Carlos Brigagão do Couto, presidente do Sindifranca
Reprodução/EPTV
Mais cedo, Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT) e Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) já haviam se posicionado oficialmente contra o veto.
Na prática, a desoneração da folha permite que empresas paguem um valor menor do imposto e, a partir do alívio nas contas, consigam contratar mais funcionários e manter os empregos. Com o veto, no entanto, o impacto para o setor calçadista será gigante, segundo Brigagão.
“É um efeito dominó. Nossas autoridades tem de dar um norte para o setor empresarial, se realmente quer reindustrializar o país. Se quer reindustrializar o país, então tem de tirar os obstáculos e não criar. Porque tirou 20% sobre a folha de pagamento? Exatamente para ter mais contratações, o imposto sobre o salário é muito grande, quase 100%, e estamos falando de um item, que é o INSS”.
Ainda segundo Brigagão, o veto atinge também empresas que exportam calçados.
“Atrapalha totalmente fazer custo agora para as exportações. Vai levar em consideração o que? Agora esperamos que o Congresso derrube este veto para não atrapalhar nossas negociações com exportação e mercado interno”.
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