Seis casas são interditadas em Rio do Sul e cidade se mantém atenta com nova previsão de chuva

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Rio do Sul se deparou com a segunda maior enchente de sua história no último final de semana, quando o rio Itajaí-Açu chegou ao pico de 13,04 metros. Com a nova previsão de chuva que se aproxima, a cidade se mantém atenta.

Seis casas são interditadas em Rio do Sul e cidade se mantém atenta com nova previsão de chuva – Foto: Prefeitura Rio do Sul/Reprodução ND

Após a chuva forte da semana passada, o aparecimento de rachaduras em paredes e terrenos causou diversos problemas em algumas casas. A Defesa Civil e uma equipe de geólogos que está na cidade fizeram uma avaliação e recomendaram a interdição de seis residências.

Previsão para o próximo dia

Na noite desta quarta-feira (22), o prefeito de Rio do Sul, José Thomé, compartilhou um vídeo nas redes sociais e atualizou sobre a previsão do tempo para a região.

“Seguimos trabalhando aqui na Defesa Civil, avaliando esses pontuais de chuva que estão ocorrendo aqui na nossa cidade e região. Hoje, no meio da tarde, tivemos um pontual de chuva bem intenso, mas ele teve uma curta duração. Já estava prevista essa chuva no decorrer da noite e há chuvas previstas para amanhã também”.

O prefeito ainda comentou sobre o momento difícil enfrentado por conta das cheias. A Defesa Civil da cidade estima que 6.501 residências tenham sido atingidas por conta da enchente, baseado no nível de aproximadamente 13 metros.

“Momento bastante desafiador, não só para mim como para toda nossa equipe que segue aqui ao longo desses últimos dias, incansavelmente trabalhando”, destacou.

Imagens feitas na tarde deste domingo (19) dão uma noção de como ficou o Centro de Rio do Sul, após a água baixar - Lene Juncek/ND

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Imagens feitas na tarde deste domingo (19) dão uma noção de como ficou o Centro de Rio do Sul, após a água baixar – Lene Juncek/ND

Imagens feitas na tarde deste domingo (19) dão uma noção de como ficou o Centro de Rio do Sul, após a água baixar - Lene Juncek/ND

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Imagens feitas na tarde deste domingo (19) dão uma noção de como ficou o Centro de Rio do Sul, após a água baixar – Lene Juncek/ND

Situação da rua Carlos Gomes, no Centro de Rio do Sul, na tarde de domingo (19) - Lene Juncek/ND

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Situação da rua Carlos Gomes, no Centro de Rio do Sul, na tarde de domingo (19) – Lene Juncek/ND

Imagens feitas na tarde deste domingo (19) dão uma noção de como ficou o Centro de Rio do Sul, após a água baixar - Lene Juncek/ND

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Imagens feitas na tarde deste domingo (19) dão uma noção de como ficou o Centro de Rio do Sul, após a água baixar – Lene Juncek/ND

População colocou para fora de suas casas e lojas tudo o que foi perdido pela enchente em Rio do Sul, neste domingo (19) - Lene Juncek/ND

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População colocou para fora de suas casas e lojas tudo o que foi perdido pela enchente em Rio do Sul, neste domingo (19) – Lene Juncek/ND

A cidade emitiu um novo decreto de estado de calamidade pública na sexta-feira (17). Mais de 18 mil pessoas ficaram desalojadas por conta da enchente e mais de 20 abrigos foram abertos.

Conforme a leitura da Defesa Civil de Rio do Sul às 22h desta quarta-feira (22), o nível do rio na cidade está em 6,53 metros. O município trabalha com a cota de inundação em 12 m e de atenção em 13 m.

Geólogos ajudam nos trabalhos de infraestrutura em Rio do Sul

A Defesa Civil de Rio do Sul recebeu na terça-feira (21) o apoio de três geólogos das cidades de Blumenau e Gaspar, para em conjunto com a Secretaria de Infraestrutura, visitar áreas onde ocorreram deslizamentos de terra, desmoronamentos ou rachaduras em terrenos que apresentam risco.

Pelo menos 50 ocorrências aguardam a vistoria dos especialistas, que emitirão laudo sobre possíveis intervenções para melhorias.

O trabalho segue ao longo da semana com vistorias em locais que apresentam risco variado. Os profissionais fazem a inspeção, emitem laudos que ajudam o poder público a entender a dimensão do problema e que tipo de serviço é necessário.

Seis casas foram interditadas

Após vistorias, a Defesa Civil e a equipe de geólogos que está na cidade  recomendaram a interdição de seis residências. Duas casas ficam no bairro Laranjeiras, duas no bairro Santa Rita, uma no bairro Boa Vista e outra no bairro Fundo Canoas. Os moradores foram orientados e já deixaram o local.

As vistorias continuam e há pelo menos mais oito casas com boletim de ocorrência aberto para serem visitadas.

Toda movimentação de terra atípica, deslizamento, rachaduras em terrenos, muros, paredes, quedas ou entortamento de árvores e postes, podem ser comunicados à Defesa Civil pelo telefone 199.

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