Qualidade do ar volta a registrar nível ‘bom’ em Campo Grande; veja índices


Nas últimas semanas, a capital enfrentava qualidade do ar ruim, por causa do agravamento das queimadas no Pantanal e na Amazônia. Na primeira foto, como estavam os focos de incêndio no sábado (18). Na segunda, como estão hoje (22).
Reprodução/Inpe
Após neblina de fumaça encobrir o céu de Campo Grande (MS) por dias, a qualidade do ar voltou a ser classificada como “boa” na capital nesta quarta-feira (22). Os dados são da Estação de Monitoramento da Qualidade do Ar da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).
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No dia 16 de novembro, o índice atingiu o nível “moderado” e no dia 19, alcançou o “ruim”. Apenas na noite de ontem (21) é que o ar melhorou. O coordenador da estação, Widinei Alves Fernandes, explica que a melhora se deve há diversos fatores, como a precipitação de chuva, ventos que ajudaram na dispersão da fumaça e os focos de incêndio que diminuíram.
Gráfico gerado pela Estação da UFMS nesta quarta.
Reprodução
De acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), existe possibilidade de chuvas e tempestades acompanhadas de raios, rajadas de vento e eventual queda de granizo nesta quarta.
As instabilidades ocorrem devido fluxo de calor e umidade da Amazônia, aliado a atuação de uma frente fria oceânica. Além disso, uma área de baixa pressão atmosférica sobre o Paraguai e o deslocamento de cavados favorecem a formação de nuvens e chuvas em Mato Grosso do Sul.
Qualidade do ar melhorou nesta quarta-feira em Campo Grande.
Álvaro Rezende
Céu de Campo Grande encoberto por fumaça no domingo (19).
TV Morena
Conforme Widinei, se a previsão se concretizar, a qualidade do ar deve ficar ainda melhor. “Vamos monitorando”, disse.
Entre os dias 12 a 19 de novembro, os satélites do Inpe registraram 1086 focos de fogo no bioma. Na segunda-feira, o número de pontos de alerta zerou. Neste ano, mais de 1 milhão de hectares foram consumidos pelas chamas no Pantanal.
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