Porto de Itajaí: ‘Vencedora original’ de leilão se manifesta sobre reviravolta

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Depois de perder, em reviravolta, o leilão de arrendamento transitório do Porto de Itajaí, a TiL (Terminal Investment Limited), do qual a Teconnave é subsidiária, reconheceu como finalizada a etapa de licitação. Em nota oficial, a empresa não declarou intenção de recorrer na justiça.

Porto de Itajaí com contêineres em sua baía e um guindaste de fundo

Operações com contêineres estão paradas no Porto de Itajaí, mas devem voltar em 2024 com definição da Mada Araújo como arrendatária provisória – Foto: Fabricio Pereira/Divulgação

O grupo era o principal candidato a ser o arrendatário, já que havia sido o único a ter a proposta de operações, de 35 mil TEUs por mês, aceita. No entanto, a Mada Araújo, com números maiores, entrou com revisão e a ANTAQ (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) aceitou, definindo-a como vencedora.

“A companhia deseja que o Porto de Itajaí retome brevemente as operações portuárias, em benefício da comunidade, trabalhadores e toda a cadeia econômica e produtiva”, manifestou-se a TiL em nota.

Complexo portuário de Itajaí seria arrendado provisoriamente pela TiL, mas ANTAQ aceitou recurso da Mada Araújo – Foto: Marcos Porto/SECOM Itajaí/ND

Mada Araújo pontuou livre concorrência como argumento no recurso para arrendar o Porto

A TiL tem, atualmente, mais de 70 terminais e é dona da Portonave, que administra o complexo de Navegantes. Um dos argumentos da Mada Araújo foi baseado, justamente, no ‘poder’ da concorrente na região, alegando que o aceite da adversária feriria a “livre concorrência”.

A ANTAQ não confirmou se esse ponto foi decisivo na reviravolta do leilão, destacando somente que a empresa comprovou a viabilidade de sua proposta em recurso.

Caminhões movimentam-se pelo Porto de Itajaí para operar transporte de contêineres

Ainda não há previsão para retomada das operações com contêineres em Itajaí – Foto: Arquivo/Bruno Golembiewski/ND

A retomada das operações com contêineres no complexo, atualmente paradas, dependem da celebração e assinatura do contrato. A MMS Empreendimentos e a Livramento Holding S.A, as outras eliminadas, ainda podem entrar com recurso no TCU (Tribunal de Contas da União).

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