Pausa no conflito em Gaza pode ajudar brasileiros a deixarem região, avaliam diplomatas; operação repatriação terá mudanças para segundo grupo


Ministério das Relações Exteriores trabalha com 86 nomes que podem deixar região nos próximos dias. A operação depende da negociação com as autoridades locais e outros países envolvidos no confronto no Oriente Médio. Estrangeiros cruzam a fronteira da Faixa de Gaza em Rafah
Hatem Ali / AP Photo
Diplomatas das embaixadas do Brasil na Palestina e no Egito e fontes do Itamaraty ouvidos reservadamente pela GloboNews acreditam que a trégua de quatro dias nos ataques envolvendo Israel e o grupo extremista Hamas podem ajudar na celeridade para a liberação da segunda lista de brasileiros e familiares palestinos que querem deixar a Faixa de Gaza.
O Ministério das Relações Exteriores trabalha com 86 nomes que podem deixar região nos próximos dias. A operação depende da negociação com as autoridades locais e outros países envolvidos no confronto no Oriente Médio.
Os critérios para a saída da Faixa de Gaza vêm sendo conversados com Israel e Egito, entre outros governos, mas fontes ouvidas pela GloboNews preferem não dar uma previsão de saída do grupo.
Entre as famílias que aguardam a confirmação para deixarem a Faixa de Gaza está a do brasileiro Mohammed Adwan. O empresário de Florianópolis está na região desde fevereiro após a morte de sua mãe e de um irmão. Acompanhado de sua mulher e das duas filhas, de 6 e 9 anos, aguarda na cidade de Rafah a liberação da passagem para o Egito.
Mohammed Adwan e sua família
Arquivo pessoal
Operação de repatriação terá alterações
A operação de repatriação do governo federal para resgatar as famílias de brasileiros em Gaza terá alterações em relação à segunda lista. O grupo é maior – quase o triplo do primeiro que chegou ao Brasil no dia 13 de novembro – e vai demandar mais estrutura de ônibus e equipes para recebê-los após a passagem por Rafah.
Além disso, o avião da Força Aérea Brasileira (FAB) só seguirá em direção ao Egito após a publicação da lista pelas autoridades egípcias e a confirmação de que o grupo passará pela fronteira. Quando as primeiras famílias estavam à espera da liberação, o avião presidencial ficou por semanas em Roma e depois na capital egípcia para concluir a operação.
Depois disso, as famílias possivelmente devem ir para o Cairo e de lá seguir viagem para o Brasil. O grupo tem 72h para sair do Egito após a passagem por Rafah. As equipes diplomáticas estão de prontidão para recebê-los assim que a lista sair. Diplomatas na região do conflito e fontes do Itamaraty são cautelosos em dizer uma data possível para a saída, mas falam em “próximos dias”. As listas têm saído diariamente
Relembre como foi a repatriação do primeiro grupo de brasileiros por Rafah
Adicionar aos favoritos o Link permanente.