ONU demonstra preocupação com as consequências de uma possível operação de Israel, por terra, na cidade de Rafah, em Gaza


‘Uma ofensiva total sobre a cidade seria não apenas aterrorizante para mais de 1 milhão de civis palestinos abrigados ali, como colocaria o último prego no caixão dos nossos programas de ajuda’, afirmou António Guterres. ONU demonstra preocupação com as consequências de uma possível operação de Israel, por terra, na cidade de Rafah, em Gaza
Jornal Nacional/ Reprodução
O secretário-geral das Nações Unidas demonstrou preocupação com as consequências de uma possível operação de Israel, por terra, na cidade de Rafah, em Gaza.
Diante do Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, António Guterres cobrou uma reforma de outro conselho: o de Segurança, que fica em Nova York. O secretário-geral da ONU afirmou que o órgão é frequentemente “incapaz de agir nas questões mais significativas do nosso tempo”.
“A falta de unidade diante da invasão da Rússia à Ucrânia e das operações militares de Israel em Gaza, depois dos horríveis ataques terroristas perpetrados pelo Hamas no dia 7 de outubro, minou gravemente, talvez fatalmente, a sua autoridade”, disse Guterres.
Ele também mostrou preocupação com as consequências de uma operação israelense em Rafah, no sul da Faixa de Gaza, na fronteira com o Egito.
“Uma ofensiva total sobre a cidade seria não apenas aterrorizante para mais de 1 milhão de civis palestinos abrigados ali, como colocaria o último prego no caixão dos nossos programas de ajuda”, afirmou.
Nesta segunda-feira (26), quem representou o Brasil na abertura desta sessão, em Genebra, foi o ministro dos Direitos Humanos. Em discurso, Silvio Almeida disse que não poderia deixar de registrar a profunda indignação com o que acontece, neste momento, em Gaza.
“Já, em mais de uma oportunidade, condenamos os ataques perpetrados pelo Hamas e demandamos a libertação imediata e incondicional de todos os reféns. Mas também reitero nosso repúdio à flagrante desproporcionalidade do uso da força por parte do governo de Israel, uma espécie de ‘punição coletiva’”, disse.
Depois, em um evento paralelo sobre a situação nos territórios palestinianos ocupados, Silvio Almeida afirmou que uma investigação é imprescindível.
“Podemos estar testemunhando o crime de genocídio, crimes de guerra e crimes contra a humanidade, tendo em vista as evidências de deslocamento forçado e limpeza étnica”, afirmou.
Enquanto isso, na Cisjordânia, o primeiro-ministro, Mohammad Shtayyeh, anunciou sua renúncia. A Autoridade Palestina governa o território, mas perdeu o poder em Gaza para o Hamas em 2007.
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