Mulher suspeita de agredir vendedora durante exame ginecológico nega agressão e diz que marido não era o médico que faria o exame


Caso aconteceu em 30 de outubro, numa clínica em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. Paciente tinha ido fazer ultrassonografia, após saber que está grávida. Mariana Paes prestou depoimento sobre supostas agressões durante exame de ultrassonografia
A mulher suspeita de agredir a vendedora Amanda Oliveira durante um exame ginecológico, prestou depoimento na tarde da quinta-feira (23). Ela afirmou que estava no consultório acompanhando o marido, mas negou que ele fosse o médico responsável pelo exame. Entretanto, ela disse não saber quem seria o profissional que realizaria o procedimento.
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O caso aconteceu no dia 30 de outubro na clínica LP Saúde, no bairro de Prazeres, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. Em um vídeo compartilhado por Amanda Oliveira, em suas redes sociais, a mulher identificada como Mariana Paes aparece pedindo para ela se vestir para ir embora do consultório.
A vendedora Amanda Oliveira declarou, em entrevista ao g1, que o homem presente no consultório no momento da discussão tinha feito uma ultrassonografia nela duas semanas antes, e que era o mesmo médico que estava no consultório durante a segunda consulta.
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“Eu fui pela primeira vez e teria que repetir esse exame depois de 15 dias. A primeira vez foi supertranquila. Ele [médico] me deixou à vontade e a auxiliar dele também estava lá a todo momento. Da segunda vez, quando eu cheguei lá, estavam os três. Ele, a auxiliar e a mulher que é esposa dele, que diz ser médica também”, contou Amanda Oliveira, em entrevista ao g1, logo após o fato.
Em entrevista ao g1 e à TV Globo na quinta (23), a médica Mariana Paes disse que estava no consultório como assistente e que o homem que aparece no vídeo durante a discussão seria outro auxiliar, e não o médico responsável pelo exame. Ela também disse que não houve exame e nega ter retirado o aparelho que faria a ultrassonografia vaginal (transdutor) de Amanda.
“Não existiu essa lesão corporal; não passou de um teatro da pessoa dela. (…) Não foi feito nenhum exame nessa paciente. Não foi colocado nada nessa paciente. (…) Ali [no vídeo] é o assistente. Não era o médico que iria fazer o exame nela, em nenhum momento. […] Eu estava do lado do meu marido como assistente. […] Meu marido não era o médico que iria fazer nenhum exame nela”.
Questionada pela reportagem para qual médico Mariana Paes prestaria assistência, ela não respondeu e informou que seria responsabilidade da clínica LP Saúde.
“Isso é questão do pessoal da clínica, não tem nada a ver comigo. Eu estava como assistente. […] O médico, na verdade, está colocado nessa jogada, mas ele não estava presente, não estava na sala, em nenhum momento ele presenciou aquilo ali”, disse Mariana.
Mariana Paes prestou depoimento sobre o caso na delegacia de Prazeres, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife
TV Globo
Mariana Paes diz que Amanda Oliveira a “agrediu verbalmente, sem motivo”, antes de iniciar a gravação que foi divulgada nas redes sociais.
“Ela me ofendeu muito verbalmente. Muito, não foi pouco, foi muito, mesmo antes de ela começar a gravar. E eu consegui manter por muito tempo a minha tranquilidade, o meu decoro. Eu consegui manter mesmo ela começando a me agredir. Primeiro com palavras de baixo calão, em frente a mim, em frente ao outro assistente, sem motivo aparente”, disse a médica.
O advogado de Mariana Paes, Kleber Freire, afirmou que avalia processar Amanda Oliveira por injúria.
“Há ali naqueles vídeos claramente xingamentos, ‘proferições’ injuriosas contra a pessoa dela [Mariana] e isso está muito claro, por mais de uma vez, inclusive, e colocado em uma rede social que já qualifica esse tipo de crime”, disse Kleber Freire.
Os advogados Tadeu Souza Filho e Daniel Lima, que defendem a vendedora Amanda Oliveira, negaram que ela tenha provocado ou agredido Mariana Paes antes do vídeo ter sido gravado. Também afirmaram que novas testemunhas vão ser ouvidas sobre o caso e que estas pessoas devem confirmar a versão de Amanda.
“Amanda não pode ser acusada de falso testemunho, pois não prestou informações falsas à autoridade policial. Além disso, ela é a vítima neste caso. E o crime de falso testemunho se aplica – simplificadamente – a quem mente deliberadamente durante procedimentos investigativos, ou em depoimentos judiciais na condição de testemunha, o que não é o caso”, afirmou a defesa de Amanda Oliveira, por nota.
Relembre o caso
Amanda Oliveira publicou um vídeo nas redes sociais denunciando ter sido agredida, durante um exame ginecológico, pela esposa do médico que a atendia, no dia 30 de outubro de 2023;
Segundo Amanda, aquela foi a segunda vez em que se dirigiu à clínica LP Saúde para realizar exames, pois tinha descoberto que estava grávida há poucos dias;
Amanda também contou que pediu para a mulher sair do consultório, mas ela teria se recusado;
No vídeo divulgado pela vendedora é possível ver quando Mariana Paes fala, diversas vezes, para Amanda sair da sala. Após a vendedora se recusar, Mariana se aproxima e iniciam-se as supostas agressões (veja vídeo abaixo);
Na versão da vítima, a confusão começou porque a clínica não disponibiliza bata durante o procedimento de ultrassonograia, sendo necessário tirar a roupa para a realização do exame;
O proprietário da clínica LP Saúde, Rodrigo Tavares, afirmou que os funcionários falaram que Mariana se identificou na clínica como esposa do médico.
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