Justiça nega novo pedido de prisão de Adilsinho; MPRJ cita visitas de suspeitos de homicídios na casa dele


Juíza afirmou que não houve comprovação de ‘fatos contemporâneos’ para justificar a medida. MPRJ pediu prisão temporária alegando que investigado pode intervir para prejudicar a colheita de provas, “assim como já ocorreu”. Adilson Oliveira, o Adilsinho
Reprodução/Fantástico
A 1ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio negou pedidos da Delegacia de Homicídios da Capital e do Ministério Público pela prisão temporária de Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho da Grande Rio.
O MP pediu a prisão temporária de Adilsinho, alegando que, em liberdade, ele pode intervir para prejudicar a colheita de provas sobre diversos homicídios, “assim como já ocorreu”.
Procurada pelo g1, a defesa de Adilsinho não quis se pronunciar.
O promotor alegou ainda que, segundo a Polícia Civil, indiciados por mortes que têm Adilsinho investigado como um possível mandante foram até o condomínio de luxo onde Adilson vive, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.
A juíza Alessandra da Rocha Lima Roidis indeferiu o pedido de prisão temporária alegando que não houve fatos novos que justificassem a medida:
“Ainda que se tenha indícios de que o mesmo grupo criminoso teria sido responsável pela execução de diversas pessoas na concorrência pela exploração de jogos de azar e comércio de cigarros, carece de comprovação por fatos contemporâneos a necessidade da cautelar como imprescindível para as investigações”, decidiu a juíza, ao negar o pedido de prisão.
MP e delegacia dizem que há novas provas
Rafael do Nascimento Dutra, conhecido como Sem Alma, visitou Adilsinho em seu condomínio na Barra da Tijuca
Reprodução/TV Globo
O promotor Alexandre Murilo Graça pediu a prisão temporária de Adilsinho baseado em novas provas da Delegacia de Homicídios da Capital.
A polícia identificou que diversos investigados por homicídios, como o PM Rafael do Nascimento Dutra, o Sem Alma, e Wanderson Lemos, conhecido como Lemos ou Chacal, foram até o apartamento de Adilsinho, em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca.
Nos documentos encaminhados pelo condomínio de Adilsinho à polícia, Lemos e Dutra estavam cadastrados como seguranças.
Sem Alma, que era PM da ativa e está sendo investigado pela Corregedoria da corporação, está foragido após ser indiciado pelas mortes de Sandrinho e Catiri. Wanderson Lemos sofreu busca e apreensão em sua residência em uma das investigações da DH.
Marcos Paulo Gonçalves Nunes, que também visitou Adilsinho, é apontado como investigado no homicídio de Fernando Marcos Ferreira, que trabalhava na exploração de caça-níqueis na área que era controlada por Bernardo Bello e Luiz Cabral.
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