Javier Milei e Alberto Fernández se reúnem para discutir transição de governo na Argentina


A situação econômica foi o principal assunto do encontro de 2h30 do presidente eleito e do atual presidente. Nesta terça (21), o presidente Lula também falou, em público, pela primeira vez sobre Milei. Javier Milei e Alberto Fernández se reúnem para discutir transição de governo na Argentina
Na Argentina, o presidente eleito, Javier Milei, se reuniu nesta terça-feira (21) com o presidente Alberto Fernández, para discutir a transição de governo.
A situação econômica foi o principal assunto do encontro de 2h30 do presidente eleito, Javier Milei, e do atual presidente, Alberto Fernández. Com uma dívida de US$ 44 bilhões no FMI e com uma inflação superior a 140% ao ano, o ultraliberal vai assumir um país empobrecido e endividado.
Javier Milei também recebeu uma ligação do Papa Francisco. Na campanha presidencial, vieram à tona declarações antigas de Milei referindo-se ao papa como “nefasto”. Nesta terça, Francisco o parabenizou pela vitória e falou sobre a pobreza que atinge 40% da população do país, e recebeu o convite para visitar a Argentina.
O governo chinês se manifestou sobre as declarações do então candidato, que ameaçou romper relações com o Brasil e com a China. A porta-voz alertou que o rompimento seria um grave erro e que Pequim está pronto para trabalhar com o futuro governo.
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O presidente Lula também falou, em público, pela primeira vez sobre o agora presidente eleito:
“Eu não tenho que gostar do presidente do Chile, da Argentina, da Venezuela. Ele não tem que ser meu amigo. Ele tem que ser presidente do país dele, eu tenho que ser presidente do meu país. Nós temos que ter política de Estado brasileira, e ele do Estado dele. Nós temos que nos sentar na mesa, cada um defendendo os seus interesses. Como não pode ter supremacia de um sobre o outro; a gente tem que chegar a um acordo. Essa é a arte da democracia. A gente tem que chegar a um acordo”.
O próximo governo assumirá em menos de três semanas. A posse de Javier Milei está marcada para o dia 10 de dezembro.
O presidente eleito afirma que serão apenas oito ministérios e já definiu quem será o ministro da Justiça, mas a grande expectativa está pelo anúncio do próximo ministro da Economia. Após vencer a eleição, Milei voltou a afirmar que vai dolarizar a economia da Argentina.
Presença de coalizões na Argentina dentro do Congresso
JN
Para governar, Milei vai precisar costurar alianças. A coalizão que o elegeu terá sete senadores de um total de 72 e 38 deputados de um total de 257.
O ex-presidente Maurício Macri já declarou apoio ao ultraliberal, o que provocou um racha. Parceira de Macri, a União Cívica Radical, partido mais antigo do país, não apoiou Milei no segundo turno. No total, a coalizão liderada pelo partido do ex-presidente e a União Cívica Radical tem 94 deputados e 21 senadores.
Já é sabido que o peronismo estará à frente na oposição. A coalização do candidato derrotado, Sérgio Massa, será maior nas duas casas legislativas: 108 deputados e 34 senadores.
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