Israel e Hamas anunciam que estão próximos de fechar acordo para libertação de reféns


Acordo teve mediação do Catar e dos Estados Unidos. Entre os pontos discutidos, uma pausa no conflito para a libertação de reféns israelenses em troca de prisioneiros palestinos. Israel e Hamas anunciam que estão próximos de fechar acordo para libertação de reféns
Autoridades de Israel e representantes do Hamas anunciaram nesta terça-feira (21) que estão próximos de fechar um acordo para libertação de reféns levados pelo grupo terrorista no ataque do mês passado.
O dia foi de muita expectativa em Tel Aviv. Angustiados, parentes de pessoas sequestradas pelo Hamas esperavam notícias na Praça dos Reféns, como ficou conhecido o lugar em frente ao Ministério da Defesa de Israel. A expectativa era de que, a qualquer momento, um acordo sobre uma possível libertação dos reféns pudesse sair.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse nesta terça que esperava ter notícias boas sobre o retorno dos reféns em breve.
O chefe do Hamas, Ismail Haniyeh, tinha dito mais cedo que o grupo estava perto de alcançar o que chamou de um acordo de trégua.
Parentes de reféns reunidos em busca de notícias sobre acordo
JN
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse que o país está trabalhando pela libertação dos reféns há semanas e que estava perto de conseguir.
No fim do dia, Netanyahu fez três reuniões diferentes para debater o acordo no Ministério da Defesa: uma com o Gabinete de Guerra, outra com o de Segurança e a terceira com todos os 38 integrantes do governo dele.
Veículos de imprensa israelense divulgaram detalhes sobre como poderia ser o acordo negociado entre Israel e o Hamas, com mediação do Catar e dos Estados Unidos. Alguns pontos eram comuns:
seriam libertados cerca de 50 reféns israelenses, entre mulheres e crianças, podendo chegar até a 80;
do lado do Hamas, seriam libertados algo entre 150 prisioneiros, sobretudo mulheres e crianças. Israel não iria libertar acusados de assassinato;
também deveria haver uma pausa no conflito, que duraria alguns dias, ao longo dos quais os reféns seriam libertados em grupos. Os confrontos continuariam assim que a pausa terminasse.
Também nesta terça, o Exército de Israel divulgou duas fotos de um túnel que fica embaixo do hospital Al Shifa, o maior da Faixa de Gaza. Israel afirma que o Hamas mantém um centro de comando no complexo hospitalar. O grupo terrorista nega.
Um porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS) disse, nesta terça, que três hospitais do norte de Gaza pediram ajuda para a retirada de pacientes e afirmou que o planejamento para a operação está acontecendo.
O Exército israelense ampliou as operações no norte de Gaza e informou que completou o cerco à cidade de Jabalia.
No sul do Líbano, perto da fronteira com o norte de Israel, dois jornalistas de uma rede de televisão libanesa morreram em um ataque israelense, segundo a imprensa libanesa. Uma pessoa não relacionada à equipe também morreu.
Palestinos desalojados correm para buscar água de um caminhão de ajuda
JN
Imagens da cidade de Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, mostram palestinos desalojados correndo para buscar água de um caminhão de ajuda.
Perto de lá, um reencontro muito esperado: uma mãe achava que tinha perdido o filho, depois de 45 dias sem vê-lo. O bebê estava no hospital Al Shifa, no norte de Gaza.
“Eu estava perdendo as esperanças de vê-lo com vida”, disse ela.
31 bebês prematuros foram transferidos do Al Shifa para um hospital no sul de Gaza. Quando o marido de Warda encontrou o nome do filho nos registros, ela diz que se sentiu viva de novo.
Mãe palestina reencontra o filho recém-nascido após 45 dias
JN
O Comitê de Proteção aos Jornalistas divulgou que o número de jornalistas mortos cobrindo a guerra entre Israel e o Hamas chegou a 53. Segundo o comitê, o primeiro mês do conflito foi o mais letal para a imprensa desde que o levantamento começou a ser feito, em 1992. São 46 jornalistas palestinos, quatro israelenses e três libaneses.
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