Ibama prevê resposta no início de 2024 sobre pedido da Petrobras de exploração na Foz do Amazonas


Estatal tem afirmado que exploração tem poder de garantir ‘segurança energética’ para o país. Pedido opôs áreas do governo; Ibama negou primeiro pedido em maio. O presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, afirmou nesta quarta-feira (22) que o órgão deve responder no incío de 2024 o pedido da Petrobras para exploração de petróleo na região da Foz do Amazonas.
Agostinho deu a declaração no Palácio do Planalto, ao conceder uma entrevista após ter participado de uma reunião com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e o presidente.
O pedido foi apresentado pela Petrobras no início do ano e opôs áreas do governo Lula.
Infográfico mostra o local em que a Petrobras quer explorar petróleo na bacia da Foz do Amazonas
Editoria da Arte/g1
“A gente está analisando, não tem ainda uma conclusão. […] O Ibama está fazendo um trabalho prioritário em relação a isso e, provavelmente, no começo do ano a gente tenha alguma resposta relacionada a este pedido específico […] localizado na região conhecida como Foz do Amazonas. Nós não temos ainda uma conclusão”, afirmou Agostinho.
14 bilhões de barris
A Petrobras estima que a área de exploração na região pode render 14 bilhões de barris de petróleo. Quando o pedido foi apresentado, o Ibama negou, mas a estatal apresentou um novo pedido.
Em maio deste ano, ao participar de uma audiência pública na Câmara dos Deputados, a gerente-geral de Licenciamento e Conformidade Ambiental da Petrobras, Daniele Lomba, defendeu a exploração.
Na ocasião, Daniele Lomba afirmou que o Brasil “necessita de novas reservas de petróleo e gás para garantir a segurança e a soberania energética”.
Em resposta, na mesma audiência, Rodrigo Agostinho afirmou que o Ibama não é responsável pela política energética do país e que a região da Foz do Amazonas é “sensível”.
“Nós temos uma área sensível, que tem pesca, com grande biodiversidade, que tem três unidades de conservação, que tem uma área com terras indígenas, então, teremos que ser mais rigorosos”, afirmou Agostinho na ocasião.
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