Haddad diz país conseguiria crescer de forma mais sustentável sem desoneração da folha

Anúncio foi feito por ministro da Fazenda em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (24). O ministro da Fazenda Fernando Haddad afirmou que, desde o início das negociações sobre a desoneração da folha de pagamento, vetada integralmente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, falou sobre a inconstitucionalidade da proposta, mas não foi procurado para acertar os pontos falhos.
Haddad disse que é necessário resolver os problemas das contas públicas que já se acumulam há cerca de uma década, mas sem distorções.
Segundo o ministro, o plano que o governo deve seguir é conter os gastos primários, resolver a questão dos gastos tributários é baixar o gasto financeiro, com a continuidade dos cortes da Selic, taxa básica de juros da economia brasileira.
Assim, diz Haddad, o país conseguiria crescer de forma mais sustentável.
Lula veta a desoneração
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetou nesta quinta-feira (23) o projeto que prorroga a desoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia brasileira. A decisão foi publicada em edição extra no Diário Oficial da União (DOU).
O projeto, aprovado pelo Congresso Nacional, permite que empresas desses setores substituam a contribuição previdenciária, de 20% sobre os salários dos empregados, por uma alíquota sobre a receita bruta do empreendimento, que varia de 1% a 4,5%, de acordo com o setor e serviço prestado.
Essa regra, pela proposta aprovada e enviada à sanção de Lula, valeria até 31 de dezembro de 2027.
(Matéria em atualização)
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