Família busca ajuda médica para homem com obesidade que dorme em cama improvisada com cadeiras há 2 anos


Cuidadora domiciliar relata que pediu ajuda à diversas instituições de saúde pública de Sorocaba (SP), mas não obteve retorno. g1 entrou em contato com a prefeitura, mas ainda não teve retorno. Cadeiras ajudam Jackson a garantir uma boa sustentação em cama improvisada.
Arquivo pessoal
Uma família de Sorocaba (SP) busca ajuda ao passar por dificuldades no tratamento de um homem de 40 anos. Dormindo em uma cama improvisada com cadeiras há cerca de dois anos, Jackson dos Anjos Souza é portador de uma série de deficiências físicas e psicológicas.
Atualmente, sua única fonte de recursos tem sido a igreja que a mãe, Maria de Lourdes, frequenta. Jackson, que foi diagnosticado com esquizofrenia aos 12 anos, também possui obesidade, insuficiência cardíaca e síndrome do compartimento em uma das pernas.
Anteriormente, ele fazia tratamento para as doenças no posto de saúde do Parque Vitória Régia, bairro onde mora. Porém, a família alega que os profissionais se negaram a dar continuidade no tratamento.
“Simplesmente nos informaram que a partir de agora não seria mais com eles. Desde então, toda hora nos mandam para um lugar diferente. Possuo guia para psiquiatra, home care, e não há o mínimo apoio. Fomos em busca até dos vereadores, que prometeram ajuda e nunca mais nos responderam”, relata Eliana Maria Monteiro Santos, cuidadora domiciliar de Jackson.
Jackson, na cama, é cuidado pela mãe, à esquerda, junto de seu irmão, que também é deficiente.
Arquivo pessoal
Em entrevista ao g1, a técnica de enfermagem falou sobre os obstáculos para garantir uma melhor qualidade de vida para Jackson.
“A paróquia que Maria de Lourdes frequenta é a nossa única força. Eles oferecem uma cesta básica no mês, o que nos ajuda, mas ainda é insuficiente. Recentemente, nos presentearam com uma cadeira de banho, totalmente improvisada. Meu único desejo é que nos encaminhem para instituições competentes, para que ele possa receber uma ajuda digna de qualquer cidadão”, desabafa.
Além da situação de vulnerabilidade social, as condições financeiras da família é precária. A residência, onde vivem Jackson, sua mãe, e Fábio, irmão dele, também deficiente, possui uma única fonte de renda: O Benefício Assistencial à Pessoas com Deficiência (BPC-Loas). Desta forma, torna-se ainda mais difícil o acesso à uma saúde à altura.
“Não consigo dar conta de tudo isso sozinha. O sistema de saúde público de Sorocaba tem que ser revisado, pois é absurdo o meu filho não ter nenhum recurso ao alcance. Ele precisa tomar inúmeros remédios e as receitas estão vencidas, pois não há médicos que possam dar continuidade ao tratamento do Jackson. Não dá pra ver uma situação dessas e ficar de braço cruzado”, finaliza a mãe.
O g1 pediu um posicionamento a respeito do caso para a Prefeitura de Sorocaba, mas não teve um retorno até a última atualização desta reportagem.
*Colaborou sob supervisão de Júlia Martins
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