Deputados pedem fim à ditadura da toga

deputados-pedem-fim-a-ditadura-da-toga

A morte do empresário Cleriston Pereira da Cunha, preso há mais de 10 meses sem qualquer julgamento por ato do ministro Alexandre de Moraes, acusado de tentativa de golpe de estado e de terrorista, ganhou destaque na sessão da Assembleia Legislativa.

Foram à tribuna para contundentes críticas aos atos autoritários de ministros do Supremo Tribunal Federal os deputados Sargento Lima (PL), Antidio Lunelli (MDB) e Carlos Humberto (PL).

O deputado Lima citou outras arbitrariedades cometidas pelo STF, destacando a situação dramática do ex-Diretor Geral da Polícia Federal, Silvinei Vasques, preso em agosto, sob alegação de interferência no processo eleitoral e até hoje sangrando na prisão, com comorbidades. Vasques, é preciso destacar, foi um dos mais qualificados integrantes da Polícia Rodoviária Federal. É difícil encontrar outro currículo tão rico.

O deputado Carlos Humberto mencionou as ilegalidades e atos frontalmente contrários à Constituição, por prisões que se prolongam sem justificativas e acusações improcedentes, como a do empresário que morreu, apesar de parecer favorável da Procuradoria-Geral da República por sua liberação, justamente por falta de provas.

Coube ao deputado Antidio Lunelli defender as propostas que limitam os poderes de ministros do STF, alegando que “é preciso colocar um freio no autoritarismo do Supremo Tribunal.”

Deputado Lunelli faz críticas ao STF na tribuna da Alesc – Foto: Rodolfo Espínola / AgênciaAL/ND

Sobre a morte do baiano em Brasília: “A morte dele estava anunciada e, mesmo assim, foi ignorada. E outros sete pedidos de soltura defendidos pela Procuradoria-Geral da República continuam ignorados.”

Enfatizou adiante: “A morte desse manifestante e todas as ilegalidades envolvendo as prisões dos manifestantes do dia 8 de janeiro estão na conta do ministro Alexandre de Moraes.”

E concluiu o deputado Antidio Lunelli: “Não podemos permitir que decisões de um só juiz, derrubando decisões do Congresso Nacional e do poder Executivo. Isso é ditadura da toga.”

Adicionar aos favoritos o Link permanente.