Deputado Vitão do Cachorrão diz que foi observado por criminosos antes de sequestro-relâmpago: ‘Vigiaram a minha vida’


Parlamentar de Sorocaba (SP) se manifestou durante um discurso na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), nesta terça-feira (21). Caso foi registrado na Polícia Civil e é investigado pela Deic. Deputado estadual Vitão do Cachorrão foi vítima de sequestro-relâmpago em Sorocaba (SP)
Rodrigo Costa/Alesp
O deputado estadual Vitão do Cachorrão (Republicanos), que foi vítima de um sequestro-relâmpago junto com a família neste domingo (20), disse que teria sido “observado” pelos criminosos. O parlamentar falou sobre o caso durante um discurso na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), nesta terça-feira (21).
“Possivelmente, vigiaram a minha vida, por muito tempo. Eles falaram tudo pra mim, que vigiaram a minha vida. Nunca tinha visto isso. Só em filme”, comentou.
Conforme o deputado, ele foi abordado por oito criminosos em dois carros, armados com metralhadoras e vestindo roupas da Polícia Civil e touca ninja, na Estrada do Martins, no bairro Caguaçu, quando saia de sua chácara para ir a um evento político.
Deputado Vitão do Cachorrão diz que foi observado por criminosos antes de sequestro
“Já desceram todos encapuzados, com metralhadores com pentes carregados, de touca ninja, coturno, botas, blusas e também luvas, possivelmente, para não deixar digitais. Me abordaram como polícia. Me chamaram de ladrão e de corrupto. Me encostaram no carro”, conta.
Na sequência, os criminosos o levaram de volta ao imóvel, onde ficou refém junto com a esposa, filha e genro. Segundo Vitão, os criminosos utilizaram um veículo igual ao modelo que ele tem. “Me levaram na minha chácara sem perguntar o endereço”, disse.
“Ficaram mais de duas horas em casa, me torturando, porque receberam notícia de que tinha dinheiro em casa em espécie, e em grande quantidade. A hora foi se passando e elas estavam até com granada”, lembrou.
Vitão do Cachorrão descreveu que os bandidos “se convenceram que não tínhamos dinheiro, me amarraram e foram embora”. Depois que deixaram a chácara, informou o deputado, a família conseguiu acionar a polícia. Segundo ele, os suspeitos fugiram sem levar nada.
Ainda durante o depoimento, o deputado mostra marcas nos pulsos que, segundo ele, seriam de quando ficou amarrado durante o sequestro.
A Polícia Civil de Sorocaba investiga o caso por meio da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic).
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