Criação de suínos: Conselhos indispensáveis para quem quer começar


Dicas vitais para produtores rurais que desejam iniciar a criação de suínos em qualquer ambiente.

A carne suína está entre as mais consumidas em todo o mundo, se aproximando do consumo de frango, que lidera a lista. Em 2022, sua produção alcançou 4,983 milhões de toneladas em nosso país, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Nesse sentido, a região sul é a que mais se destaca. A suinocultura requer uma série de cuidados para obter sucesso, a começar pela escolha do sistema de produção: independente ou integrado/cooperativo.
No sistema independente, o produtor é responsável pelo processo de criação de suínos do início ao fim. Isto é, o produtor toma todas as decisões autonomamente, seja na obtenção de animais, alimentação, estrutura da granja, comercialização dos animais e tudo o que envolve a atividade.
No sistema integrado/cooperativo a responsabilidade é dividida. Hoje este é o modelo mais adotado em todo o Brasil. A integradora/cooperativa cuida dos animais, insumos, suporte técnico e comercialização. Já o produtor integrado participa com a construção, estrutura e serviço a ser realizado durante o lote, seguindo as orientações da cooperativa.
O contexto da propriedade precisa caminhar lado a lado com a estratégia para praticar a suinocultura, afinal, recursos como tempo, espaço, capital humano e tecnologia mudam de local para local. Mas independentemente do sistema usado, algumas dicas são totalmente aplicáveis em qualquer cenário para que o suinocultor seja produtivo e eficiente. Para te ajudar a iniciar sua produção de suínos, listamos três delas.
Instalações que preservam o ciclo de reprodução e a saúde
Para que os suínos expressem todo o seu potencial genético, diversas ações precisam andar em conjunto. As instalações, por exemplo, precisam ser bem definidas para suas fases de vida. Cada setor das edificações, ou cada piquete na pastagem, deve representar uma delas, proporcionalmente à sua complexidade: reprodução de leitões, creche e terminação. A primeira fase reúne cobrição, maternidade, aleitamento e desmame; a segunda, os manejos pós-desmame; e a terceira, o processo de engorda até o abate. Nesse sentido, lote ou peso também podem ser considerados para agrupá-los melhor.
Isso beneficia o controle de doenças e a adaptação do ambiente de alojamento conforme necessário. A temperatura, por exemplo, é um fator essencial para a produtividade dos porcos. Nas primeiras semanas, o leitão, na ausência da porca, precisa ser aquecido entre 26 e 30°C. No entanto, no restante de sua vida, necessita de boa ventilação e isolamento térmico no interior de seu abrigo para que não sofra com altas temperaturas, ou até mesmo, queimaduras devido à exposição solar. Assim, a separação permite atender às diferentes necessidades de cada estágio de crescimento dos suínos, maximizando a eficiência da produção, possibilitando o monitoramento de cada etapa e reduzindo brigas e estresse entre os animais.
Nutrição apropriada
A alimentação dos suínos também deve acompanhar suas fases de vida. A fase de creche, por exemplo, requer dietas ricas em proteínas e nutrientes essenciais para promover o crescimento. Já a fase de crescimento e engorda, necessita de proteínas de alta qualidade e fontes de energia. Para isso, recomendam-se rações a base de cereais, como milho ou arroz. Essas dietas devem ser complementadas com acesso constante à água limpa, para promover função digestiva adequada, além de vitaminas e minerais – como A, D, E, cálcio e fósforo. No mais, é interessante monitorar o peso e a condição corporal dos suínos para ajustar a alimentação, e assim, chegar aos 100-120 kg, ideal para o abate.
Controle sanitário rigoroso
A falta de higiene é frequentemente atrelada aos suínos e a causa de muitos descartarem sua carne da mesa de casa. A ausência da gestão de doenças desses animais pode ocasionar epidemias em seres humanos, como foi o caso da gripe suína (H1N1). Por essa razão, o controle sanitário na suinocultura é importantíssimo. Para isso, é essencial manter instalações limpas, com a remoção regular de dejetos, bem como aplicar quarentena e monitorar animais recém-chegados.
É recomendado estabelecer programas de vacinação e controle de vetores, como moscas e roedores, além de estabelecer um tratamento preventivo, consultando a saúde dos suínos com um veterinário e mantendo registros. No mais, o produtor rural e seus colaboradores devem adotar medidas em conjunto, como controle do acesso e desinfecção do local e higiene pessoal – incluindo roupas de proteção e lavagem das mãos. Essas práticas contribuem para uma criação saudável e produtiva, minimizando o risco de enfermidades e garantindo o bem-estar dos animais.
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