Corretor de imóveis acusado por assassinato no Reveillón vai a juri popular


Rodrigo Algacir Rodrigues é acusado de matar Alvimar Alves de Oliveira em 1 de janeiro de 2018 com tiros no abdômen. Segundo o inquérito policial, ele alega legítima defesa. Rodrigo Algacir Rodrigues virou réu por assassinato de homem em 1 de janeiro de 2018 em Guarujá (SP).
Reprodução
O corretor de imóveis Rodrigo Algacir Rodrigues, acusado de matar um homem com três tiros na barriga no bairro Jardim Virgínia, em Guarujá, no litoral de São Paulo, irá a júri popular. A decisão é da 5ª Turma de Direito Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP), que rejeitou o recurso apresentado pela defesa do réu.
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Segundo apurado pelo g1 nesta sexta-feira (24), Rodrigo é acusado de assassinar Alvimar Alves de Oliveira, à época com 34 anos, em 1º de janeiro de 2018. Ele fez os disparos no cruzamento da Avenida Miguel Estefano com a Rua São Paulo, quando estava de carro e se deparou com uma multidão que impediu a passagem. A vítima estava no local acompanhada de amigos.
De acordo com o boletim de ocorrência, policiais militares foram acionados às 6h e compareceram à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Enseada, onde a vítima estaria sendo atendida. Alvimar já havia sido transferido para o Hospital Santo Amaro. Ele não resistiu e morreu por volta das 9h30 na unidade de saúde.
O crime
A defesa do réu apresentou um recurso contra a decisão do juiz que decidiu que o caso deveria ser julgado por um júri. O tribunal revisou o recurso manteve a determinação original do juiz. O relator responsável pela decisão foi Mauricio Henrique Guimarães Pereira Filho.
Durante a investigação, amigos da vítima informaram que eles estavam no cruzamento ouvindo música, na presença de várias outras pessoas. A multidão fechou a rua.
Um carro prata se aproximou tentando passar, e a população começou a arremessar pedras e garrafas no veículo. O motorista, Rodrigo, conseguiu abrir caminho e seguir dirigindo, mas, segundo testemunhas, deu a volta e retornou ao local. Quando desceu, sacou uma arma de fogo e disparou três vezes no abdômen de Alvimar.
Ainda segundo o registro policial, a vítima caiu no chão e fingiu ter morrido. Quando o autor foi entrar no carro, Alvimar teria se levantado e os dois entraram em luta corporal. A vítima conseguiu tirar a arma das mãos dele e, em seguida, caiu novamente.
Rodrigo fugiu do local, enquanto Alvimar foi socorrido por um dos amigos e o outro ficou com a arma. O instrumento foi apreendido posteriormente. A vítima morreu no Hospital Santo Amaro às 9h32 do mesmo dia.
Legítima defesa
O Ministério Público ofereceu denúncia contra Rodrigo “por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima”.
Segundo o inquérito policial, Rodrigo disse ter passado a noite do Ano Novo com a família e um amigo, Gerard, de 72 anos. Ele disse que o senhor saiu de casa no carro prata e, minutos depois, voltou dizendo que o veículo foi cercado por uma multidão e que foi agredido. Com ferimentos na cabeça, nariz e braço, ele também disse que seu celular foi roubado.
Rodrigo relatou ter ficado indignado e, acompanhado de Gerard, voltou no local para recuperar o celular. Em dado momento, a porta teria sido aberta por alguém de fora e Alvimar se aproximou. Rodrigo teria apontado a arma pedindo que Alvimar se afastasse, o que não foi respeitado. Ele afirma que atirou em legítima defesa e que Alvimar, com a arma, disparou contra o veículo quando a dupla tentava ir embora.
A data do julgamento ainda não foi agendada. O g1 conversou com Rodrigo, que afirmou ter entrado com um recurso no Superior Tribunal de Justiça. Ele e sua defesa afirmaram não ter interesse em se manifestar além disso.
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