Chacina de Unaí: Justiça aumenta pena de ex-prefeito Antério Mânica de 64 para 89 anos de prisão


Em julgamento realizado na última terça-feira (21), a 1ª Turma do TRF6 determinou também a execução imediata da pena. Antério Mânica
TV Globo / Reprodução
O Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) atendeu a um recurso do Ministério Público Federal (MPF) e aumentou a pena de Antério Mânica, considerado um dos mandantes do crime conhecido como “Chacina de Unaí”, de 64 para 89 anos de prisão.
Em julgamento realizado na última terça-feira (21), a 1ª Turma do TRF6 determinou também a execução imediata da pena.
Antério Mânica foi condenado a 64 anos de prisão em maio de 2022 por quádruplo homicídio triplamente qualificado, com direito a recorrer em liberdade.
Antes, em novembro de 2015, ele já tinha sido condenado a 100 anos de reclusão, no entanto, em 2018, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região anulou a sentença e determinou a realização de novo julgamento.
Além de acatar os argumentos do MPF, o TRF6 negou um recurso da defesa que pedia a anulação do segundo júri.
De acordo com o Ministério Público Federal, Antério Mânica está preso desde o dia 16 de setembro, quando se entregou à Polícia Federal, em Brasília. No dia 13, o TRF6 tinha determinado a prisão imediata dele e do irmão, Norberto Mânica, também condenado pela Chacina de Unaí.
O g1 entrou em contato com a defesa de Antério Mânica, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.
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O crime
O crime conhecido como “Chacina de Unaí” ocorreu em 28 de janeiro de 2004, quando auditores fiscais do trabalho, que investigavam denúncias de trabalho escravo, e o motorista que os acompanhava foram assassinados em uma emboscada.
Nélson José da Silva, João Batista Soares Lage, Eratóstenes de Almeida Gonçalves e Aílton Pereira de Oliveira foram mortos na região rural de Unaí.
Os irmãos Antério Mânica, que é ex-prefeito da cidade, e Norberto Mânica foram condenados como os mandantes do crime.
Hugo Alves Pimenta, José Alberto de Castro, Rogério Alan Rocha, Erinaldo Silva e William Gomes de Miranda também foram condenados por participação nos assassinatos.
Quatro fiscais do Ministério do Trabalho foram mortos em 2004, na Chacina de Unaí
Reprodução/TV Globo
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