Brasil coloca o combate à pobreza e à desigualdade como pontos centrais das reuniões do G20


O governo brasileiro ocupa, pela primeira vez, a presidência do grupo, que é rotativa. Por isso, pode definir os pontos prioritários para o debate. Brasil coloca o combate à pobreza e à desigualdade como pontos centrais das reuniões do G20
Jornal Nacional/ Reprodução
Além das mudanças climáticas, o Brasil colocou o combate à pobreza e à desigualdade como pontos centrais das reuniões do G20.
Na mesma mesa, os representantes das finanças dos 19 países mais ricos do mundo, de dois grupos regionais – a União Africana e a União Europeia -, além de organizações internacionais e países convidados. O encontro começou nesta segunda-feira (26), em São Paulo, para traçar estratégias e ações que serão tomadas em conjunto na economia mundial. O cenário escolhido foi o Pavilhão da Bienal, no meio do Parque do Ibirapuera.
Juntos, os países do G20 representam cerca de 85% de toda a economia do planeta e dois terços da população mundial.
Nesta segunda-feira (26) e terça-feira (27), os principais assessores fazem as primeiras reuniões para avaliar documentos produzidos por grupos de trabalho criados em uma reunião anterior, em dezembro de 2023.
Na quarta (28) e na quinta-feira (29), os ministros das finanças e os presidentes dos bancos centrais assumem as discussões. O ministro Fernando Haddad foi diagnosticado, no domingo (25), com Covid e deve participar das reuniões por videoconferência.
Os debates em São Paulo recebem o nome de Trilha de Finanças e fazem parte do extenso calendário de eventos relacionados ao G20. Todos eles antecedem o principal encontro da agenda deste ano: o de chefes de Estado, em novembro, no Rio de Janeiro.
O governo brasileiro ocupa, pela primeira vez, a presidência do G20, que é rotativa. Por isso, pode definir os pontos prioritários para o debate. O governo brasileiro quer colocar o combate à desigualdade no centro das estratégias financeiras mundiais.
Entre os temas definidos para a Trilha de Finanças do G20 estão os efeitos da desigualdade, o crescimento sustentável com geração de emprego, controle de inflação e estabilidade financeira, a tributação da riqueza como forma de financiar o combate à pobreza e melhores práticas para lidar com a dívida global crescente.
A secretária de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Tatiana Rosito, coordena a trilha de finanças. Ela ressalta as oportunidades que o Brasil pode ter com a presidência do G20.
“Isso nos dá uma oportunidade única de propor a nossa agenda, uma agenda brasileira, mas que também é uma agenda dos países em desenvolvimento e, mais além, é uma agenda universal. Nós estamos tentando, através do diálogo e do consenso, buscar soluções, buscar o apoio de países e o compromisso dos países, as soluções que possam vir ao encontro das aspirações”, afirma Tatiana Rosito.
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