Às vésperas da Black Friday, Correios em SC tomam decisão sobre possibilidade de greve

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Mesmo com mobilizações em quatro estados, os Correios não pretendem fazer greve na semana da Black Friday em Santa Catarina. A informação foi confirmada pelo Sintect-SC (Sindicato dos Trabalhadores na Empresa de Correios e Telégrafos e Similares) na quarta-feira (22).

Sindicato dos Correios em SC nega que fará greve na Black Friday

Segundo o sindicato do setor em Santa Catarina, são poucos os sindicatos que irão aderir à greve – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil/ND

O sindicato do setor em Tocantins já aprovou a paralisação por tempo indeterminado a partir da véspera da Black Friday. No Maranhão e nas cidades de São Paulo e Bauru (SP) a assembleia está convocada para esta quinta-feira (23).

Procurados, os Correios não puderam comentar o assunto de imediato.

Apesar da mobilização, o sindicato do setor em Santa Catarina admite que são poucos os trabalhadores que irão aderir à greve pelo país.

“Nós não iremos aderir a greve. São quatro de 36 sindicatos que querem fazer, não é um movimento nacional”, afirmou o sindicato.

Entenda o motivo da greve dos Correios

A movimentação ocorre em resposta ao que a Findect (Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores  e Trabalhadoras dos Correios) chamou de recusa dos Correios em resolver questões relacionadas à assinatura de acordo coletivo.

A Findect afirmou que representa “40% do efetivo nacional” dos Correios e “60% do fluxo postal do país”. Atualmente, há 36 sindicatos de trabalhadores do setor no Brasil.

Movimentação ocorre em resposta ao que a Findect chamou de recusa dos Correios em resolver questões relacionadas à assinatura de acordo coletivo – Foto: Agência Brasil/Reprodução/ND

“Um ponto crucial é a não incorporação de R$ 250 ao salário base, uma afronta direta aos trabalhadores e que contradiz o que foi negociado na mesa de negociação coletiva”, afirmou a entidade em comunicado à imprensa.

A entidade também disse que a iminente tributação sobre uma bonificação combinada em janeiro entre empresa e sindicatos, de R$ 1.500, “representa um sério risco de redução substancial desses valores, agravando os prejuízos para os trabalhadores”.

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