Agentes de UTI Neonatal fazem manifestação em frente a hospital de Cuiabá reivindicando retroativo salarial


Segundo uma das servidoras, que não quis ser identificada, a unidade disse que não pode repassar os valores aos funcionários, já que toda a equipe da UTI Neonatal é contratada de uma empresa terceirizada. Agentes de UTI Neonatal reivindicam retroativo salarial em manifestação em Cuiabá
Um grupo de agentes da saúde da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) Neonatal do Hospital Santa Helena fizeram uma manifestação, nesta quarta-feira (22), em frente a unidade, em Cuiabá, como forma de protesto pelo atraso do pagamento retroativo salarial. De acordo com os funcionários, o valor devia ter sido pago entre maio e outubro deste ano.
Segundo uma das servidoras, que não quis ser identificada, o hospital disse que não pode repassar os valores aos funcionários, já que toda a equipe da UTI Neonatal é contratada de uma empresa terceirizada.
Em nota, o Hospital Santa Helena informou que esclarece que os enfermeiros e técnicos de enfermagem da UTI neonatal são contratados pela empresa terceirizada, sem contrato com a Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT).
“Partindo da premissa que é uma entidade privada, os profissionais da enfermagem estão vinculados à Convenção Coletiva de Trabalho firmada entre o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde de Mato Grosso (Sindessmat) e o Sindicato dos Enfermeiros no Estado de Mato Grosso (Sinpen). Mesmo assim, para resolver essa situação, o HBSH oficiou o Ministério da Saúde para que fosse esclarecido sobre os repasses, mas até a presente data não obteve retorno”, diz trecho da nota.
O g1 procurou a empresa privada, mas, até a publicação desta reportagem não obteve retorno.
Agentes da saúde fizeram manifestação exigindo retroativo salarial
Amábile Monteiro/TVCA
Em entrevista ao g1, a manifestante informou que a parcela total do pagamento equivale a mais de R$ 7 mil e que, inclusive, o valor fará falta.
“Nós atendemos 95% do Sistema Único de Saúde (SUS). Estamos indignados e esse valor não nos foi repassado, com a alegação de que somos particular e não temos direito. A nossa preocupação é se eles vão nos pagar o piso mensal, já que eles alegam que não temos direito ao retroativo”, disse.
De acordo com a funcionária, foi solicitado a presença de vereadores na manifestação, para realizassem uma fiscalização municipal, capaz de atender o pedido exigido pelos funcionários que não receberam o retroativo.
“Solicitamos os vereadores que venham atender a este pedido de fiscalizar, juntamente com o RH [Recursos Humanos] deles, o porquê de não ter esse repasse. Precisamos que o Ministério Público atenda a isso juntamente com o Tribunal de Contas, é o que precisamos para rever o que temos por direito”, explicou.
De acordo com os manifestantes, ao todo são mais de 60 funcionários que não receberam o retroativo. Eles afirmaram que há previsão para ocorrer uma possível greve e que não vão parar de trabalhar, já que eles são da UTI e a manifestação é pacífica, com o intuito de, apenas, conseguirem o direito.
Entenda o que é retroativo salarial
O termo “retroativo salarial” refere-se a um ajuste ou correção nos salários que remonta a um período anterior, retroagindo no tempo. Isso significa que, quando há um aumento ou alteração nas condições salariais de um trabalhador, o efeito desse ajuste é aplicado não apenas no momento presente, mas também a um período anterior, geralmente desde uma data específica.
O retroativo salarial é comumente usado para garantir que os trabalhadores recebam o valor ajustado correspondente ao período em que as negociações estavam em andamento e antes da implementação efetiva das mudanças salariais. Essa prática visa a equidade e a justiça na compensação dos funcionários.
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