Acordo entre Israel e Hamas é celebrado por líderes de diversos países


O presidente americano, Joe Biden, se envolveu diretamente nas conversas, junto com os governos do Catar e do Egito. Vários líderes mundiais comentaram o acordo, entre eles, o presidente Lula, na reunião do G20. Acordo entre Israel e Hamas é celebrado por líderes de diversos países
O acordo entre Israel e o Hamas foi celebrado por líderes de diversos países e foi resultado do envolvimento direto do governo americano.
Foram cinco semanas de negociações incansáveis. Logo depois do ataque dos terroristas do Hamas a Israel, o governo do Catar se ofereceu para mediar um diálogo para a libertação dos reféns. O país mantém relações com o Hamas, com quem já tinha negociado em outras ocasiões.
Catar, Israel, Egito e Estados Unidos formaram um grupo de trabalho secreto. O presidente americano se envolveu diretamente. Joe Biden conversou 14 vezes com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu; três com o presidente do Egito, Abdel Fattah Al-Sisi; e duas com o emir do Catar, sheik Tamim Bin Hamad Al Thani.
De acordo com uma autoridade americana envolvida nas negociações, as conversas foram extremamente difíceis e a libertação de duas reféns americanas, no dia 20 de outubro, deu confiança aos líderes políticos.
Libertação de duas reféns americanas, no dia 20 de outubro
JN
À medida que o tempo avançava, desafios foram sendo solucionados. Israel, por exemplo, exigiu que o Hamas fornecesse provas de que os reféns listados estão vivos, uma demanda que os terroristas inicialmente se recusaram a cumprir, mas que acabaram atendendo.
Segundo autoridade do governo dos Estados Unidos, três americanos estão na lista, incluindo Abigail, uma menina que perdeu os pais no ataque de 7 de outubro e que vai completar quatro anos nesta sexta-feira (24).
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O presidente americano afirmou que não vai descansar até que todos os reféns sejam libertados. Na Casa Branca, a expectativa é que a trégua leve também a uma pausa total das hostilidades entre Israel e o grupo extremista Hezbollah, na fronteira com o Líbano.
Nesta quarta, Joe Biden telefonou mais uma vez para todos os líderes envolvidos nas negociações. Agora para agradecer pelo acordo, que recebeu elogios ao redor do mundo.
A Jordânia e a Turquia expressaram esperança de que possa ser um passo para o fim da guerra.
O presidente da França, Emmanuel Macron, disse que segue trabalhando pela libertação de todos os reféns.
O governo britânico classificou o acordo de “crucial” e pediu que seja cumprido na íntegra.
O governo russo afirmou que foi a primeira boa notícia em muito tempo de conflito.
O porta-voz do secretário-geral da ONU disse que é um passo importante na direção certa, mas que muito mais precisa ser feito.
Lula comenta acordo entre Israel e Hamas
JN
Em uma reunião virtual do G20, o presidente Lula também comentou o acordo:
“Quero saudar o acordo anunciado hoje entre Israel e o Hamas. Espero que esse acordo possa pavimentar o caminho para uma saída política e duradoura para este conflito e para a retomada do processo de paz entre Israel e a Palestina. Esse conjunto de desafios vai exigir vontade política e determinação por parte dos governantes e dirigentes de todos os países e organismos internacionais. Por meio do diálogo, temos de recolocar o mundo no caminho da paz e da prosperidade”.
Papa Francisco recebeu nesta quarta-feira (22), no Vaticano, vítimas da guerra
JN
O Papa Francisco recebeu nesta quarta-feira (22), no Vaticano, vítimas da guerra. Francisco conversou separadamente com parentes de reféns do Hamas e palestinos que têm família em Gaza.
Depois, na audiência semanal na Praça São Pedro, o Papa falou do sofrimento de todos e disse que a situação já foi além de guerra e virou terrorismo. Ele também pediu orações para palestinos e israelenses.
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