Acidentes com patinetes em Florianópolis viram alvo de inquérito do Ministério Público

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O MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) abriu um inquérito civil para apurar “possíveis transtornos” causados pelo mau uso dos patinetes, em Florianópolis.

Em frente ao Ticen, patinetes atrapalhando acesso a faixa de pedestre - Leo Munhoz/ND

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Em frente ao Ticen, patinetes atrapalhando acesso a faixa de pedestre – Leo Munhoz/ND

Patinetes da Whoosh - Leo Munhoz/ND

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Patinetes da Whoosh – Leo Munhoz/ND

Patinetes da Whoosh, em Florianópolis - Leo Munhoz/ND

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Patinetes da Whoosh, em Florianópolis – Leo Munhoz/ND

O inquérito foi aberto a partir das 30ª e 31ª promotorias da Capital e leva em conta “a chuva de ocorrências” que o MPSC vem recebendo, nos últimos meses, desde que a empresa Woosh instalou o sistema na capital. Um dos acidentes de repercussão é o do fotógrafo Gulherme Tenfen, de 35 anos, revelado pelo ND+. Ele teve a perna praticamente destruída.

MPSC vê possível ausência de fiscalização sobre patinetes

Os promotores Daniel Paladino e Juliana Padrão Serra de Araújo entendem que há uma possível “ausência de fiscalização por parte dos órgãos competentes”.

O documento ainda leva em conta um possível desinteresse, por parte do Poder Executivo, “na manutenção de tal atividade comercial no Município de Florianópolis”.

O que diz a PMF

O secretário Rafael Hahne, citado no documento por ser o chefe da Infraestrutura e Transporte, afirmou à coluna que a informação é de que o MPSC pediu informações sobre o estudo técnico realizado pelo município, para os efeitos da presença da empresa na mobilidade da cidade.

O MPSC ainda pede para que o município explique como vai ficar a fiscalização do uso do equipamento, seja por erro no manuseio ou até mesmo por conta da falta da idade mínima (18 anos) para o uso.

Sobre a regularização da empresa, a prefeitura esclarece que o edital para a inserção dessa e de outras empresas interessadas, está aberto até o final do ano. No momento, no entanto, só a Woosh está inscrita.

O que diz a empresa

Em contato com o CEO da empresa Woosh, Francisco Forbes, ele assegura  que a empresa tem todo o interesse em expor os questionamentos do MPSC se for, de fato, questionado.

Francisco revela que, até o momento, a empresa não foi notificada pelo MPSC e só ficou sabendo do inquérito via imprensa.

O responsável pela empresa que detém os equipamentos ainda revela que, desde o início, tinha a intenção de expandir os serviços, mas que diante das polêmicas que vêm se criando, foi preciso “esperar um pouco”.

O CEO ainda nega que tenha recorrência nos registros envolvendo acidentes com os patinetes.

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