Cão é deixado em pet shop no Ribeirão da Ilha e desaparecimento do tutor vira caso de polícia em Florianópolis

Um cão da raça shih-tzu foi deixado em um pet shop no bairro Ribeirão da Ilha, em Florianópolis, na última sexta-feira (16), e o tutor não retornou para buscá-lo, o que levou à abertura de um inquérito policial por suspeita de abandono de animal. O caso é investigado pela Polícia Civil.

Kiko tem entre quatro e cinco anos (Foto: Arquivo Pessoal)

Segundo informações repassadas pela proprietária do estabelecimento, Alini Cristini Schmidt, de 44 anos, o tutor de Kiko — nome do animal — havia agendado um serviço de banho para as 13h e deixou o cão no local por volta das 12h50. No entanto, após a conclusão do serviço, por volta das 17h, o responsável pelo pet shop não conseguiu mais contato com o homem.

De acordo com Alini, as tentativas de ligação e mensagens não tiveram retorno. O número informado não possuía WhatsApp ativo e as chamadas telefônicas eram direcionadas diretamente à caixa postal. Diante da ausência do tutor, um boletim de ocorrência foi registrado.

A delegada Mardjoli Valcareggi, titular da Delegacia de Proteção Animal do Departamento de Investigação Criminal da Capital (DIC), confirmou que o caso está sendo apurado como possível abandono. Um inquérito policial foi instaurado para identificar o responsável e esclarecer as circunstâncias do ocorrido.

Imagens de câmeras de segurança do pet shop, que registraram o momento em que o homem deixa o cão no estabelecimento, foram preservadas e já integram o material analisado pela Polícia Civil.

Enquanto o caso segue em investigação, Kiko permanece sob os cuidados da dona do pet shop. Posteriormente, o animal será encaminhado para um lar temporário oferecido por uma cliente de confiança. Segundo Alini, o cão está saudável e bem cuidado. A família responsável pelo acolhimento provisório informou que, caso o tutor não seja localizado, tem interesse em realizar a adoção.

Abandono de animais é crime

O abandono de animais é considerado crime ambiental no Brasil. A conduta é enquadrada como maus-tratos, conforme o artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998). Desde a sanção da Lei nº 14.064/2020, conhecida como Lei Sansão, as penas para crimes contra cães e gatos foram ampliadas, podendo chegar a dois a cinco anos de reclusão, além de multa e proibição da guarda de animais.

Outros casos recentes na Grande Florianópolis

Nas últimas semanas, a Grande Florianópolis tem registrado uma sequência de ocorrências envolvendo maus-tratos, violência e desaparecimento de animais, mobilizando moradores e autoridades.

Em Palhoça, um filhote de buldogue francês de quatro meses foi levado durante um assalto a uma residência na Guarda do Embaú. Câmeras de segurança flagraram os criminosos fugindo com o animal, que segue desaparecido.

Já em Florianópolis, quatro adolescentes são investigados pela morte de um cão comunitário conhecido como “Orelha”, na Praia Brava. O animal foi encontrado gravemente ferido em uma área de mata e não resistiu. O caso também é apurado pela Delegacia de Proteção Animal.

Adicionar aos favoritos o Link permanente.