Motolâncias reforçam atendimentos do SAMU e reduzem tempo de resposta em Florianópolis

A Operação Verão em Florianópolis ganhou um importante reforço na área da saúde com a atuação das motolâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Em pouco mais de duas semanas de funcionamento, o novo modelo de atendimento já foi acionado em mais de 30 ocorrências, com redução de até 50% no tempo de chegada em comparação às ambulâncias convencionais.

O serviço entrou em operação no dia 29 de dezembro e tem registrado maior volume de atendimentos nas regiões do Centro e do Sul da Ilha. A agilidade no deslocamento tem sido decisiva em situações críticas. Em um dos casos recentes, uma ocorrência de hipoglicemia severa foi atendida rapidamente, evitando complicações ao paciente.

As motolâncias funcionam como unidades básicas de atendimento pré-hospitalar e têm como principal objetivo reduzir o tempo de espera em ocorrências de urgência e emergência, especialmente em locais com trânsito intenso ou acesso limitado. O ganho de tempo é considerado essencial em casos graves, como parada cardiorrespiratória, infarto, AVC, politraumatismos e hemorragias, aumentando as chances de sobrevivência e diminuindo o risco de sequelas.

Cada motocicleta é conduzida por um técnico de enfermagem capacitado, responsável pela avaliação inicial do paciente, realização dos primeiros atendimentos e estabilização do quadro clínico até a chegada das ambulâncias de suporte básico (USB) ou avançado (USA). Todo o atendimento é coordenado pela Central de Regulação do SAMU, acionada pelo telefone 192, que define a necessidade de envio simultâneo de motolâncias e ambulâncias conforme a gravidade da ocorrência.

Em Florianópolis, duas motolâncias atuam de forma integrada, com atendimento diário das 7h às 19h. Apesar do reforço durante a temporada de verão, o serviço seguirá em funcionamento ao longo de todo o ano, ampliando a capacidade de resposta do atendimento de emergência na Capital.

Os profissionais que atuam nas motolâncias passaram por processo seletivo conduzido pela Secretaria Municipal de Saúde, que incluiu análise curricular, avaliação de títulos e prova escrita. Entre os requisitos exigidos estão formação técnica em enfermagem reconhecida pelo MEC, registro ativo no COREN/SC, habilitação na categoria A, cursos específicos para condução de veículos de emergência, pilotagem defensiva, suporte básico de vida e experiência mínima de um ano em atendimento pré-hospitalar móvel.

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