Trump ameaça aliados e impõe tarifas contra Europa para pressionar compra da Groenlândia

Taxas começam em 10% em fevereiro e podem chegar a 25% em junho; União Europeia e Reino Unido saem em defesa da Dinamarca e alertam para risco à Otan

O presidente dos EUA, Donald Trump, durante entrevista à Reuters na Casa Branca, em 14 de janeiro de 2026

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (17) que irá aplicar uma nova rodada de tarifas comerciais contra países europeus como forma de pressão para que os EUA obtenham autorização para comprar a Groenlândia, território autônomo sob soberania da Dinamarca.

Segundo Trump, as tarifas adicionais de 10% entram em vigor em 1º de fevereiro sobre produtos de Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Holanda, Finlândia e Reino Unido, todos já atingidos por medidas comerciais anteriores.

O republicano afirmou que as taxas subirão para 25% a partir de 1º de junho, permanecendo em vigor até que seja fechado um acordo para a aquisição da ilha ártica.

Em publicação na rede Truth Social, Trump justificou a decisão alegando que a Groenlândia é estratégica para a segurança nacional americana, tanto por sua localização no Ártico quanto por seus recursos minerais. O presidente voltou a afirmar que não descarta o uso da força para garantir o controle do território.

A declaração provocou reação imediata na Europa. Países da União Europeia manifestaram apoio à Dinamarca e alertaram que qualquer ação militar contra um território da Otan pode comprometer seriamente a aliança militar liderada por Washington. O Reino Unido também se posicionou em defesa dos dinamarqueses.

Nos últimos dias, forças europeias foram enviadas à Groenlândia a pedido de Copenhague. Protestos também ocorreram na Dinamarca e na própria ilha, com manifestantes defendendo o direito da população local de decidir seu próprio futuro.

Trump, por sua vez, classificou a postura europeia como “perigosa” e declarou que os Estados Unidos estão “abertos a negociações”, apesar de, segundo ele, os aliados estarem colocando em risco décadas de cooperação e proteção americana.

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