Comunidade protesta após morte de cão comunitário em #Florianópolis; ‘foi covarde’

Manifestação aconteceu na Praia Brava, no Norte da Ilha, onde ‘Orelha’ foi adotado e vivia com a comunidade

Morte de cão comunitário ‘Orelha’ motivou protesto neste sábado (17), em Florianópolis – Foto: Redes sociais

Indignados pela morte do cão comunitário Orelha, moradores da Praia Brava, no Norte da Ilha, realizaram um protesto na manhã deste sábado (17).

Mais de 100 pessoas caminharam em direção ao edifício em que viveriam os adolescentes apontados como autores da violência. A Polícia Civil investiga o caso.

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Segundo os manifestantes, um segundo cão comunitário, chamado Caramelo, também teria sido morto pelos adolescentes. A manifestação pacífica pediu justiça pelos animais e punição para os acusados pelo crime.

“Essa organização foi surgindo pelo nível de sentimento da comunidade em relação a essa atrocidade que foi cometida. Foi uma coisa covarde, que vai ser investigado e a Polícia vai descobrir quem foi. Eles eram nossos xodós, nossos mascotes”, disse o diretor da Associação de Moradores da Praia Brava, Reinado Guimarães, em entrevista ao Balanço Geral Florianópolis, da NDTV RECORD.

Protesto pede justiça após morte de cão comunitário em Florianópolis
Orelha, ou Preto, como o cachorro era chamado, vivia na Praia Brava, no Norte da Ilha há quase dez anos. Ele era alimentado e cuidado por moradores, pescadores e comerciantes que vivem na região.

O cachorro foi encontrado com ferimentos profundos em diferentes partes do corpo. Devido à gravidade das lesões, o animal precisou ser sacrificado. O caso é investigado pela Delegacia de Proteção Animal de Florianópolis.

“No dia 2, eu os alimentei, no dia 3 de manhã, eles passaram por mim e deitaram no portão onde começaram a ficar. Depois, soube e entrei em prantos, não consigo acreditar. Eram cuidados, vacinados. Espero que os agressores sejam identificados, seja lá quem forem”, disse a arquiteta Carolina Zylanar, moradora da região.

Orelha teria sido morto a pauladas
Em um vídeo compartilhado nas redes sociais, o Delegado-Geral do Estado, Ulisses Gabriel, afirmou que foi cobrado pelo governador do Estado, Jorginho Mello (PL) e providências já estão sendo tomadas. “Adolescentes teriam agredido, com pauladas, esse cachorrinho e eles serão levados à Justiça”, disse na gravação.

Ao Jornal, a delegada Mardjoli Valcareggi, responsável pelo caso, informou que os possíveis responsáveis pela morte de cão comunitário já foram identificados e serão encaminhados à Deacle (Delegacia Especializada de Adolescentes em Conflito com a Lei) para prestar depoimento.

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