A morte de Emily, de 15 anos, encontrada sem vida em uma kitnet em Tijucas, na Grande Florianópolis, segue sob investigação da Polícia Civil e mobiliza autoridades e a comunidade local.
Foto: Arquivo Pessoal

O caso levanta questionamentos sobre a causa do óbito, a dinâmica dos acontecimentos e a eventual responsabilização do homem que estava com a jovem e foi preso em flagrante.
Como a adolescente foi encontrada
O corpo da adolescente foi localizado por volta das 11h40 no imóvel onde ela morava havia poucas semanas com um homem de 27 anos, apontado como seu companheiro.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e constatou o óbito no local. Em seguida, a Polícia Militar isolou a área e acionou a perícia.
Durante a vistoria, os policiais encontraram porções de substâncias análogas à cocaína e à maconha, guardadas em embalagem de cigarros. Também foram observados vestígios de pó esbranquiçado nas roupas da vítima e no piso da residência.
O suspeito
O homem que dividia a moradia com Emily foi detido em flagrante e encaminhado ao Presídio Regional de Tijucas. Ele é investigado, inicialmente, pelos crimes de feminicídio e tráfico de drogas.
Segundo a polícia, o suspeito possui antecedentes criminais, incluindo registros por furto e tráfico, e já teria se evadido do sistema prisional em 2025.
Versão apresentada à polícia
Em depoimento preliminar, o investigado afirmou que mantinha uma relação com a vítima há cerca de três semanas. Disse ainda que, na manhã do ocorrido, saiu da residência para tentar vender um aparelho celular e, ao retornar, encontrou a porta trancada.
De acordo com sua versão, ao olhar pela janela, teria visto a adolescente em convulsão e tentou socorrê-la antes de buscar ajuda.
Perfil da vítima
Informações levantadas durante a apuração indicam que Emily vivia situação de vulnerabilidade social, com histórico de passagens por abrigos para menores e episódios de afastamento dessas instituições.
A trajetória da adolescente era conhecida por moradores da região antes do desfecho trágico.
Investigação em andamento
A Polícia Civil informou que, até o momento, não foram identificados sinais evidentes de violência física no corpo da jovem. No entanto, a presença de entorpecentes no local e o contexto do relacionamento motivaram a prisão em flagrante.
A causa da morte ainda não foi oficialmente determinada. Laudos periciais irão apontar se o óbito decorreu de intoxicação, overdose, causas naturais ou outro fator.
Peritos da Polícia Científica também analisam aparelhos eletrônicos apreendidos, que podem auxiliar na reconstrução dos fatos.
Próximos passos
Até o momento, não há confirmação oficial sobre a audiência de custódia ou sobre eventual decisão judicial quanto à manutenção da prisão. As investigações seguem em andamento.

