Florianópolis libera pets nas praias; entenda o que passa a valer

A Câmara de Vereadores de Florianópolis aprovou, em segunda votação nesta quarta-feira (3), o projeto de lei que permite a presença de animais domésticos nas praias da capital em horários e locais específicos. O texto agora segue para redação final e deve ser enviado à prefeitura na próxima semana para análise e possível sanção.

A medida não autoriza a circulação irrestrita dos pets. Os trechos liberados e os horários permitidos ainda serão definidos pela prefeitura por meio de decreto.

Na primeira votação, realizada na segunda-feira (1º), o projeto recebeu 14 votos favoráveis, dois contrários e uma abstenção. Na segunda votação, nesta quarta, o placar foi mais amplo: 17 votos a favor e nenhum contrário.

O que diz o texto aprovado

O projeto incorpora duas propostas, sendo um projeto de lei complementar que já tramitava desde o ano passado e um texto enviado pela prefeitura.

A proposta altera o Código de Posturas Municipal e a Lei Complementar nº 94/2001, que trata do controle de populações animais. Com a mudança, o parágrafo terceiro do artigo 99 do Código de Posturas passa a vigorar com a seguinte redação:

“Fica permitida a circulação de animais domésticos na praia somente em área e horário definidos pelo Poder Público.”

A mesma alteração foi incluída na Lei Complementar nº 94/2001, substituindo o trecho que antes proibia a presença dos animais na orla.

O projeto também reforça que tutores, proprietários ou acompanhantes devem recolher imediatamente os dejetos dos animais em qualquer espaço público, como ruas, praças, calçadas e praias.

O descumprimento será considerado infração e sujeito a multa, conforme a legislação vigente.
Cães-guia seguem sendo exceção.

Estudo da UFSC alerta para impactos ambientais

Um estudo realizado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) analisou os impactos da presença de cães nas praias e identificou riscos ambientais, sanitários e sociais.

Entre as preocupações apontadas estão:

  • Contaminação do ambiente por fezes com parasitas
  • Descarte inadequado das fezes, mesmo quando recolhidas
  • Perturbação da fauna local
  • Ataques e acidentes
  • Conflitos entre banhistas devido à presença dos animais

O relatório conclui que uma eventual liberação só seria viável mediante investimentos em saneamento básico, fiscalização e controle de animais de rua. Segundo os pesquisadores, outros locais seriam mais adequados para convivência entre pets e tutores.

O projeto aprovado pelos vereadores só passará a valer após sanção e regulamentação da prefeitura.

Adicionar aos favoritos o Link permanente.