Condenado por ocultar corpos de mãe e filhos cumprirá pena em casa em SC

Gelvane Haskel, condenado por ajudar o irmão a esconder os corpos de Edineia Telles, de 34 anos, e dos dois filhos do casal, de 2 e 4 anos, deixou a cadeia em Santa Catarina e agora cumpre o restante da pena em prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica.

Ele ficou pouco mais de um ano preso preventivamente. O caso chocou a cidade de Presidente Getúlio, no Alto Vale do Itajaí, em agosto de 2024.

Edineia e os filhos foram mortos a tiros por Gilson Haskel, ex-marido da vítima e irmão de Gelvane. Após o crime, os corpos foram colocados dentro do carro da mulher, que foi levado até uma área de mata em Ibirama e incendiado.

Os corpos foram encontrados dias depois, dentro do veículo queimado. No mesmo dia, Gilson foi preso no Paraná e confessou os assassinatos. Ele foi transferido para Santa Catarina e, já no sistema prisional, cometeu suicídio.

Segundo as investigações, Gelvane ajudou o irmão a colocar os corpos no carro, a levar o veículo até a cidade vizinha e a atear fogo no automóvel, na tentativa de ocultar o crime. Ele foi preso preventivamente em 30 de agosto de 2024.

Cunhado que ajudou a ocultar corpos de mãe e filhos

Em março de 2025, Gelvane foi condenado a seis anos e oito meses de prisão pelo crime de ocultação de cadáver. A defesa recorreu, e o Tribunal de Justiça de Santa Catarina reduziu a pena para quatro anos e cinco meses.

No fim de setembro, após pouco mais de um ano preso, ele recebeu o benefício de cumprir o restante da pena em prisão domiciliar, monitorado por tornozeleira eletrônica.

O valor de indenização fixado na sentença também foi reduzido: passou de R$ 500 mil para R$ 30 mil.

Possível recurso

O advogado da família de Edineia Telles, Giovane Fernandes Medeiros, afirma que apenas o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pode recorrer da decisão que autorizou a prisão domiciliar.

O MPSC informou que ainda não foi oficialmente notificado sobre a mudança no regime de cumprimento de pena de Gelvane. A defesa do condenado não foi localizada para comentar.

Saiba como denunciar a violência contra mulher

Adicionar aos favoritos o Link permanente.